PF pede ao STF que defina destino de dez armas vinculadas a Jair Bolsonaro
- 12 de agosto de 2026

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (11), que defina o destino de dez armas de fogo apreendidas e vinculadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O arsenal é composto por pistolas, fuzis, carabinas e espingardas de diferentes calibres.
Segundo a PF, a corporação não tem competência para determinar o que será feito com o armamento, uma vez que as apreensões não decorreram de investigação criminal própria nem estão vinculadas a inquérito policial em andamento na instituição. Por isso, a decisão deverá ser tomada pelo órgão judicial responsável pelo processo.
No documento encaminhado ao Supremo, a Polícia Federal afirmou que a definição sobre a destinação das armas não está entre suas atribuições. Entre as possibilidades está o encaminhamento do armamento ao Comando do Exército ou a adoção de outra medida prevista na legislação.
O recolhimento das armas foi determinado em julho pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ser encontrada com um agente responsável pela segurança do ex-presidente. A medida ocorreu depois da revogação do registro de CAC de Bolsonaro.
Ao todo, o armamento inclui uma pistola Taurus calibre .380 Auto, uma pistola Taurus calibre .40 S&W, uma pistola Glock 9×19 mm, uma carabina/fuzil Caracal calibre 5,56×45 mm, uma pistola Caracal 9×19 mm, uma carabina/fuzil Springfield Armory 7,62×51 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, uma pistola Arex 9×19 mm, uma pistola SIG Sauer 9×19 mm e uma espingarda Maestro Arms calibre 12.
Duas das armas estavam sob custódia da Polícia Federal desde 2023, enquanto outras seis haviam sido entregues ao Exército pela defesa de Bolsonaro. As duas restantes são a pistola Glock encontrada com o segurança do ex-presidente e uma espingarda Maestro Arms apreendida no Rio Grande do Sul.
A espingarda, personalizada com a bandeira do Brasil, havia sido adquirida como presente para Bolsonaro, mas ainda permanecia na empresa importadora.
A Polícia Federal reforçou que, como as apreensões não tiveram origem em investigação criminal conduzida pela corporação e não estão vinculadas a inquérito policial em andamento, cabe ao STF decidir qual será a destinação definitiva do armamento.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista e atualmente cumpre prisão domiciliar em razão de problemas de saúde. (wscom.com.br)