A quebra do sigilo foi feita após pedido do Ministério Público da Paraíba, por parte do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP). O documento apresentado pela promotora Claudia de Souza Cavalcanti Bezerra Viegas, coordenadora do NCAP, como verificado pelo ClickPB ressalta a necessidade de quebra do sigilo diante da repercussão midiática do caso. Essa repercussão, segundo a promotora, acabou “ocasionando manifestações em meios de comunicação e redes sociais, tanto por parte do Governador do Estado, como pelo Comandante Geral da Polícia Militar, de apoio irrestrito aos investigados, mesmo sem o completo conhecimento do que restou apurado até o presente momento, gerando pressões que podem inclusive comprometer, ainda que de forma indireta, a coleta das provas pendentes e o alcance da verdade real buscada na presente investigação”.olícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), a Operação Atadura, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas. O grupo utilizava o Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, em Bayeux, como rota de entrada de cocaína na Paraíba Video
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A investigação teve início no dia 29 de janeiro de 2025, quando uma mulher foi presa em flagrante transportando cerca de 3 kg de cocaína presos ao corpo. A partir da análise de dados obtidos, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com ramificações em diversos estados do país.
Nesta fase da operação, além de diligências investigativas, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, ambos na modalidade interestadual, cujas penas podem chegar a 25 anos de reclusão, além da aplicação de multa.
O nome da operação — Atadura — faz alusão à forma utilizada para ocultar a droga junto ao corpo da transportadora, simbolizando também o vínculo entre os integrantes da organização criminosa.