Operação da Polícia Federal prende quadrilha que utilizava Aeroporto Castro Pinto para tráfico de cocaína

 juíza Lessandra Nara Torres Silva, da Vara Única de Conde, decidiu afastar o sigilo do processo contra os cinco policiais alvos de operação do Gaeco e investigados por extermínio de um grupo de homens nas proximidades da Ponte dos Arcos. Com o acesso aos autos, alguns detalhes do caso vieram à tona, como a investigação de que os policiais integravam um grupo de extermínio e que as mortes estão na verdade relacionadas a atividade criminosa paralela.

A quebra do sigilo foi feita após pedido do Ministério Público da Paraíba, por parte do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP). O documento apresentado pela promotora Claudia de Souza Cavalcanti Bezerra Viegas, coordenadora do NCAP, como verificado pelo ClickPB ressalta a necessidade de quebra do sigilo diante da repercussão midiática do caso. Essa repercussão, segundo a promotora, acabou “ocasionando manifestações em meios de comunicação e redes sociais, tanto por parte do Governador do Estado, como pelo Comandante Geral da Polícia Militar, de apoio irrestrito aos investigados, mesmo sem o completo conhecimento do que restou apurado até o presente momento, gerando pressões que podem inclusive comprometer, ainda que de forma indireta, a coleta das provas pendentes e o alcance da verdade real buscada na presente investigação”.olícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), a Operação Atadura, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas. O grupo utilizava o Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, em Bayeux, como rota de entrada de cocaína na Paraíba Video

A investigação teve início no dia 29 de janeiro de 2025, quando uma mulher foi presa em flagrante transportando cerca de 3 kg de cocaína presos ao corpo. A partir da análise de dados obtidos, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com ramificações em diversos estados do país.

Formatura ocorrerá no Hangar do Aeroporto Castro Pinto. (Foto: reprodução)

Nesta fase da operação, além de diligências investigativas, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal.

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, ambos na modalidade interestadual, cujas penas podem chegar a 25 anos de reclusão, além da aplicação de multa.

O nome da operação — Atadura — faz alusão à forma utilizada para ocultar a droga junto ao corpo da transportadora, simbolizando também o vínculo entre os integrantes da organização criminosa.

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