Veneziano critica rejeição de Jorge Messias ao STF e aponta “motivações políticas”: “Não mudo de posição”

  30 de abril de 2026

O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB) se manifestou publicamente nesta quinta-feira (30) após a rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar lamentou o resultado e criticou o que classificou como interferência política no processo.

“Respeito a decisão soberana do Senado, mas lamento profundamente que, por questões políticas e eleitorais, tenha sido rejeitada a indicação de um homem íntegro, preparado e plenamente qualificado para assumir uma cadeira no STF”, escreveu.

Na mesma publicação, Veneziano fez questão de reafirmar sua posição no plenário. “Não me escondo e nem mudo de posição conforme a conveniência: votei, sim, pela indicação de Jorge Messias, por acreditar em sua competência, trajetória e compromisso com o Brasil”, completou.

A votação ocorreu na quarta-feira (29) e terminou com 34 votos favoráveis e 42 contrários, abaixo dos 41 necessários para aprovação. Com isso, a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi rejeitada, em um episódio considerado raro na história política brasileira.

Entre os senadores da Paraíba, o placar refletiu o clima de divisão observado no cenário nacional. Enquanto Veneziano votou a favor do indicado, o senador Efraim Filho (PL) se posicionou contra. Já a senadora Daniella Ribeiro (PP) optou por não divulgar seu voto.

A rejeição ocorreu mesmo após a aprovação do nome de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa anterior à votação em plenário. O resultado surpreendeu parte da base governista e evidenciou fissuras tanto entre aliados quanto na oposição.

Com a decisão, a indicação foi arquivada e o governo federal terá que apresentar um novo nome para a vaga no STF. O processo recomeça do início, com sabatina na CCJ e nova votação no Senado.

O episódio também entra para a história: é a primeira vez, desde 1894, que um indicado ao Supremo Tribunal Federal não consegue aprovação do Senado, reforçando o peso político e institucional da decisão.

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