O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma ampla reforma ministerial e promoveu mudanças em quase metade da Esplanada, com substituições motivadas principalmente pela saída de ministros que devem disputar as eleições de 2026. A reconfiguração do governo tem como objetivo reorganizar a base política e fortalecer a articulação no Congresso Nacional.
Entre as mudanças, nomes estratégicos deixaram cargos importantes, abrindo espaço para novos ministros e aliados políticos. Um dos casos mais relevantes foi a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, sendo substituído por Dario Durigan, considerado um dos principais articuladores da política econômica do governo.
A reforma também atingiu outras áreas-chave, com trocas em ministérios estratégicos e ajustes para ampliar a governabilidade. A movimentação inclui a entrada de novos nomes com perfil técnico e político, além da redistribuição de forças entre partidos aliados.
Trocas confirmadas e principais mudanças
- Ministério da Fazenda
Sai: Fernando Haddad
Entra: Dario Durigan - Saídas em massa para eleições
Cerca de 20 ministros deixam os cargos para disputar Senado, governos estaduais ou atuar na campanha. - Estratégia do governo
Substituição por secretários executivos, com perfil mais técnico e menor custo político.
Ministérios com mudanças já consolidadas anteriormente (que compõem o cenário atual da reforma)
- Saúde
Sai: Nísia Trindade
Entra: Alexandre Padilha - Relações Institucionais
Sai: Alexandre Padilha
Entra: Gleisi Hoffmann - Direitos Humanos
Sai: Silvio Almeida
Entra: Macaé Evaristo - Justiça
Sai: Flávio Dino
Entra: Ricardo Lewandowski - Comunicação Social
Sai: Paulo Pimenta
Entra: Sidônio Palmeira - Turismo
Sai: Daniela Carneiro
Entra: Celso Sabino - Esporte
Sai: Ana Moser
Entra: André Fufuca - Portos e Aeroportos
Sai: Márcio França
Entra: Silvio Costa Filho
Pastas com indefinição ou mudanças em andamento
- Igualdade Racial
- Esportes
- Integração Regional
- Relações Institucionais (considerada estratégica e ainda em ajustes)
Quem permanece no governo
Mesmo com a reforma, alguns ministros seguem nos cargos, como:
- Mauro Vieira (Relações Exteriores)
- José Múcio (Defesa)
- Alexandre Padilha (após mudança interna)