O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 1°, que os ataques ao Irã podem durar um mês. Na véspera, EUA e Israel lançaram um ataque conjunto à nação persa, matando dezenas de dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes a bases americanas no Oriente Médio, de Bahrein aos Emirados Árabes Unidos, e reiterou que reserva o “direito legítimo de vingança”.
“Sempre foi um processo de quatro semanas. Imaginávamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos”, disse Trump ao jornal britânico Daily Mail.
O líder americano também lamentou a morte de três militares americanos nos ataques. “São pessoas excelentes. E, sabe, infelizmente, esperamos que isso aconteça. Pode continuar acontecendo – pode acontecer de novo”, reconheceu. A identidade das vítimas não será divulgada em até 24 horas após as notificações em respeito às famílias, informou o Comando Central dos Estados Unidos, a unidade militar do Departamento de Defesa responsável pelo Oriente Médio.
Baixas no Irã
Do lado iraniano, as baixas foram pesadas. Além de Khamenei, o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour, o assessor próximo do líder supremo e que estava à frente do Conselho Nacional de Defesa, Ali Shamkhani, e o ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh, foram assassinados.
Ainda neste domingo, os EUA anunciaram ataques a infraestruturas militares iranianas. Trump afirmou que nove navios “grandes e importantes” foram afundados e “grande parte” do quartel-general da Marinha do Irã foi devastada. Mais tarde, o Comando Central informou que o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, também foi destruído. No comunicado, o braço das Forças Armadas revelou que, ainda no sábado, “um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente”.
A operação, contudo, parece não ter sido bem recebida pelos americanos. Apenas um em cada quatro deles disse aprovar os ataques, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada neste domingo. Cerca de 27% apoiaram os bombardeios, enquanto 43% as desaprovaram e 29% não tinham certeza. Segundo o levantamento, mais da metade dos entrevistados (56%) acredita que Trump está disposto a usar força militar para defender interesses dos Estados Unidos.
