A Paraíba foi o primeiro estado do país a apoiar a proposta do governo federal de subsidiar o diesel importado, medida que busca conter a alta dos preços diante da instabilidade internacional provocada por conflitos no Oriente Médio.
A iniciativa prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo metade custeada pela União e a outra metade pelos estados. O programa terá duração inicial de 60 dias, período considerado crítico para o mercado de combustíveis.
De acordo com o secretário da Fazenda da Paraíba, Marialva Laureano, por decisão do governador João Azevêdo (PSB), o estado se antecipou ao apoiar a proposta como forma de reduzir impactos diretos na economia local, especialmente no transporte e na cadeia produtiva.
“O governador João Azevêdo conversou com o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, para informar a decisão da Paraíba de aderir a proposta do Governo Federal de subvencionar diretamente os importadores pelos próximos dois meses (abril e maio) com metade do valor R$ 1,20 por litro”, informou o secretário.
“Se todos os Estados aderirem, cada Estado vai contribuir com R$ 0,60 por litro, mas caso algum Estado não concorde em dividir a subvenção, o governo federal vai bancar a totalidade da proposta”, completou.
Impacto direto na economia
Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional. A recente escalada de tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado o preço do petróleo, refletindo diretamente nas bombas.
O diesel, conforme especilialistas, é um dos principais insumos da economia brasileira, influenciando diretamente o custo do frete, dos alimentos e de produtos industrializados. Por isso, medidas para conter aumentos são consideradas estratégicas.
Estados aderem, mas resistem ao ICMS
Além da Paraíba, estados como Sergipe, Rio Grande do Sul e São Paulo também sinalizaram adesão à proposta. No entanto, os governadores rejeitaram a possibilidade de zerar o ICMS sobre combustíveis, medida defendida pelo governo federal.
Por outro lado, a União já anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins), reforçando o pacote emergencial para conter a alta dos combustíveis.
Medida temporária
Governos estaduais destacam que a proposta tem caráter temporário e excepcional, voltada a garantir previsibilidade ao mercado e evitar impactos mais severos na inflação e na produção.
Na Paraíba, a adesão à iniciativa reforça a estratégia de mitigar efeitos econômicos e proteger setores sensíveis, como transporte, agricultura e comércio.
