O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou na noite desta segunda-feira (23) sua renúncia ao cargo, antecipando-se à retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação de seu mandato e na declaração de inelegibilidade.
A decisão foi comunicada durante cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e formalizada por meio de carta encaminhada à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Castro afirmou que deixa o cargo “de cabeça erguida” e confirmou que pretende disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições 2026.
A saída ocorre em meio à crise política provocada pelo processo eleitoral que investiga suposto abuso de poder político e econômico nas eleições 2022, com foco em contratações realizadas pela Fundação Ceperj e pela Uerj.
O julgamento no TSE já conta com dois votos favoráveis à cassação, e será retomado nesta terça-feira (24).
Estratégia política e cenário jurídico
Nos bastidores, a renúncia é interpretada como uma estratégia para evitar consequências mais amplas de uma eventual condenação, como a realização de uma eleição direta no estado. Ao deixar o cargo antes do julgamento, Castro mantém influência na escolha do sucessor, que será definido por eleição indireta na Alerj.
Especialistas em direito eleitoral apontam, no entanto, que a saída não impede o avanço do processo. O TSE ainda pode declarar a inelegibilidade do ex-governador por até oito anos, caso a condenação seja confirmada.
Quem assume o governo
Com a renúncia e a ausência de vice-governador – já que Thiago Pampolha deixou o cargo anteriormente -, o estado entra em situação de dupla vacância. Nesse cenário, quem assume interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de