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Empresário campinense Artur Bolinha, proprietário da rede de confecções Rutra e responsável pela reabertura do restaurante Campina Grill, em Campina Grande, entrou no debate nacional sobre o fim da escala 6×1. Em vídeo publicado no Instagram, ele afirmou que a proposta de reduzir a jornada semanal e ampliar os dias de descanso vai gerar desemprego, elevar preços e não beneficia nem trabalhadores nem a sociedade.
Assista:
Empresário critica proposta no Congresso
Bolinha questionou a tramitação de propostas que preveem o fim da jornada em que o empregado trabalha seis dias e descansa um. Segundo ele, proibir o trabalhador de atuar seis dias por semana, mesmo que deseje, retira a autonomia do empregado e eleva os custos das empresas. Na visão do empresário, isso levaria à redução de quadros ou, em alguns casos, ao fechamento de negócios.
Exemplo com produção de camisas
Para ilustrar o argumento, Bolinha usou um exemplo de indústria que produz mil camisas por mês com 100 funcionários. Com a nova regra, seria necessário contratar 120 trabalhadores para manter a produção. Esse aumento de 20% no quadro de pessoal seria repassado aos preços, encarecendo produtos como roupas, itens de limpeza e materiais de construção.
Risco de automação e redução de empregos
O empresário alertou para uma possível corrida à automação. Empresas que não suportarem o aumento na folha de pagamento investiriam em tecnologias para diminuir a dependência de mão de obra. Na prática, isso representaria redução no nível de emprego, segundo a fala de Bolinha.
Defesa de pagamento por hora
Bolinha defendeu mudança no modelo de remuneração no Brasil. Em vez de salários mensais fixos, sugeriu adoção de pagamento por hora, similar ao que associa ao mercado dos Estados Unidos. Nesse sistema, o trabalhador poderia atuar na quantidade de horas e nos dias que quisesse, construindo a própria renda conforme o volume de horas prestadas.
Posicionamento de entidades empresariais
As declarações de Bolinha se alinham a preocupações de entidades do setor empresarial, especialmente bares e restaurantes. Representantes apontam risco de aumento de custos e inviabilidade para pequenos negócios com o fim da escala 6×1 sem redução salarial. As fontes não trazem citações diretas da Abrasel classificando propostas como “estapafúrdias”, mas indicam manifestações semelhantes contra mudanças que elevem despesas.
