O balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) das operações em 2025 apontam que 2.772 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão. Pela primeira vez, a maior parte dos trabalhadores, 68%, exerciam atividade nos centros das cidades.
“O trabalho escravo contemporâneo não está restrito a uma atividade econômica específica. Embora tradicionalmente haja mais resgates no meio rural, em 2025 o número de trabalhadores resgatados no meio urbano foi maior”, explica a coordenadora-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravidão e do Tráfico de Pessoas, Shakti Borela.
O setor da construção civil foi onde houve o maior número de resgate, com 601 casos em obras de alvenaria e outros 186 em construções de edifícios e prédios. Outras atividades que também registraram muitos resgates foram a administração pública com 304 casos, o cultivo de café, com 184, e a extração e britamento de pedras e outros materiais para construção, com beneficiamento associado, com 126 resgates.
De acordo com o MTE, a maior parte dos trabalhadores resgatados têm idade na faixa etária de 30 a 39 anos, são homens e com baixa escolaridade. Entre os resgatados, 83% se autodeclaram negros (pretos ou pardos).