Reforma em fevereiro: João, Lucas e uma transição a quatro mãos

 

O governador João Azevêdo (PSB) antecipou. Na inauguração do icônico Palácio dos Despachos, avisou a quem interessar possa, de dentro e de fora do governo, que está em curso uma reforma administrativa a ser implementada já em fevereiro.

A fala pegou muita gente de surpresa. Repórteres até questionaram a data, como se tivesse sido citada de forma equivocada, chamando atenção para março – mês anterior à desincompatiblização.

Ouviram, porém, do governador a reafirmação do calendário estabelecido: a reforma será em fevereiro mesmo, um mês antes do afastamento para a disputa ao Senado.

A tradução é elementar. Muda o governador, mas o governo manterá o DNA de João, até o fim de 2026, com alterações pontuais forçadas pelas circunstâncias eleitorais e óbvias acomodações ligadas ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP).

Dita na presença do vice, a frase de João sinaliza que governador e Lucas estão sintonizados quanto a esse encaminhamento. A transição de um para outro será feita a quatro mãos. Requererá muita sinergia de ambos e vacina contra intrigas comuns à elevada temperatura do processo de disputa eleitoral.

Significa, também, que o ‘novo’ secretariado representará  para além da continuidade administrativa. Da forma como está concebida, a operação pretende a garantia de um exército trabalhando pela eleição de quem entra, mas igualmente empenhado pelo sucesso do projeto de quem sai.

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