Nos bastidores, futuro de Eduardo Bolsonaro já é dado como definido após julgamento no STF

 

A formação de maioria no STF no processo contra Eduardo Bolsonaro, nesta sexta, 14, abriu o que, para analistas, já era esperado: um julgamento cujos desdobramentos tornam praticamente impossível o retorno do deputado ao país e à política no curto prazo. No programa Os Três Poderes, o editor José Benedito da Silva foi direto: “Eduardo Bolsonaro virou um ativo tóxico”.

Segundo ele, o recebimento da denúncia é apenas o primeiro passo de uma trajetória que aponta para condenação certa. E essa condição, somada ao desgaste político acumulado, retira o parlamentar do baralho eleitoral de 2026 — onde era considerado favorito ao Senado.

A escolha que custou caro

José Benedito lembrou que Eduardo optou conscientemente pelo confronto. Partiu para ataques ao Supremo, pressionou ministros, estimulou sanções internacionais e articulou ofensivas para intimidar a Corte durante o julgamento do pai. “Foi uma escolha beligerante, que agora cobra seu preço”, disse.

O STF, afirma o editor, decidiu responder na mesma proporção — e com firmeza. O recado central: não haverá relativização para quem tentou interferir no processo sobre a trama golpista, considerada o núcleo mais sensível dos inquéritos do 8 de Janeiro.

Justiça sem concessões

A Corte tem reforçado esse entendimento em outros casos. Nesta semana, o Supremo formou maioria para tornar réu o ex-assessor Eduardo Tagliaferro, que ecoou ataques bolsonaristas às instituições. Para José Benedito, a mensagem é inequívoca: todos os envolvidos nas tentativas de deslegitimar ou constranger o Judiciário serão responsabilizados.

“O STF deixa claro que ninguém passará impune quando se trata de defesa da democracia”, resumiu.

Um futuro incerto

Com a tendência de condenação, Eduardo Bolsonaro pode enfrentar desde multas pesadas até pena de prisão — dependendo da tipificação final. A consequência política, porém, já está dada: ele está fora da disputa em 2026 e não há previsão de quando — ou se — conseguirá se reabilitar.

“Cavou a própria cova”, afirmou José Benedito. “Agora, o processo apenas acompanha o roteiro que ele mesmo escreveu.”

Com Veja

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