Entenda esquema de fraudes em concursos públicos que envolve família de Patos, no Sertão da Paraíba

 

A Polícia Federal investiga uma família de Patos, no Sertão da Paraíba, suspeita de integrar um esquema de fraude em concursos públicos. Uma análise dos gabaritos do Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 revelou familiares com respostas com padrões idênticos, inclusive nos erros, e aprovados no cargo com maior salário do certame.

A investigação indica que os crimes já aconteciam há mais de uma década. A reportagem explica como o grupo criminoso fraudava concursos públicos:

Quem são os principais suspeitos do crime?

A Polícia Federal afirma que o esquema criminoso era chefiado pelo ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, expulso da corporação em 2021 e já condenado por tortura de adolescente dentro de viatura. Ele nasceu em Patos, no Sertão da Paraíba, e tem 44 anos.

De acordo com as investigações, Wanderlan realizou a prova do concurso apenas para demonstrar aos “clientes” que a fraude era possível. Ele foi aprovado para o cargo de auditor fiscal do trabalho, que tem salário de R$ 22 mil, sendo o maior do certame. Ele não chegou a participar do curso de formação.

O suspeito responde por diversos crimes, como homicídio, roubo majorado, uso de documento falso, peculato, concussão e abuso de autoridade.

Segundo o relatório da Polícia Federal, Wanderlan contava com o apoio de familiares: os irmãos Valmir Limeira de Sousa e Antônio Limeira das Neves, a cunhada Geórgia de Oliveira Neves e a sobrinha Larissa de Oliveira Neves, que ocupavam funções diferentes na organização criminosa.

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