O Ministério Público da Paraíba se manifestou, nesta sexta-feira (22), contra o pedido de habeas corpus feito pela defesa do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Natã Vicente. Os dois estão presos desde o dia 15 de agosto, acusados de envolvimento com exploração sexual infantil e trabalho artístico irregular de menores. No parecer, o procurador de Justiça Álvaro Gadelha Campos destacou que a prisão preventiva tem como objetivo garantir a integridade das investigações e evitar a destruição de provas ou intimidação de testemunhas.
A defesa do casal argumentou que não havia risco de fuga, já que Hytalo havia divulgado nas redes sociais onde estava em São Paulo e pediu a substituição da prisão por medidas cautelares. O MP, no entanto, entendeu que essas medidas seriam ineficazes, considerando os indícios de crimes graves e o risco de continuidade das práticas. O parecer lembra que a decisão da prisão foi confirmada por instâncias superiores e está devidamente fundamentada na legislação brasileira, sem apresentar qualquer ilegalidade.
Hytalo e Israel foram detidos em uma casa alugada em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após mandado expedido pela Justiça da Paraíba. Eles aguardam transferência para o estado, onde a investigação está concentrada. O caso veio à tona após denúncias envolvendo a exposição de menores em vídeos monetizados nas redes sociais. O Ministério Público afirma que a prisão é necessária para preservar a ordem pública e a regularidade do processo.